segunda-feira, 24 de junho de 2013

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Testemunho de conversão do pior criminoso da Tanzânia, África.

Estelatus pregando em Dar Es Salaam, Tanzânia, África.


Bastaram poucos anos para Estelatus Mtemanyenja galgar o posto de executivo de uma grande empresa japonesa, estabelecida na capital Dar Es Salaam, Tanzânia, África oriental. Oriundo de um remoto vilarejo no interior do país, não tinha educação acadêmica. Mas como era esperto para negócios, os diretores decidem lapidar aquele diamante bruto. Trazem trajes e sapatos do Japão e põem um carro de luxo com motorista à sua disposição. O recompensam com um excelente salário.

Concordam em enviá-lo para Arusha, a fim de estudar administração de empresas. Arusha, na divisa com o Quênia, é a porta de entrada de milhares de turistas que visitam grandes parques de animais selvagens e o monte Kilimanjaro, o mais alto da África, com 5.895 metros. Uma cidade com farta oferta de prostituição e diversão noturna.

Se “O vinho e as mulheres fazem sucumbir até mesmos os sábios” (Eclo 19, 2), o que dizer de alguém desguarnecido da Armadura de Deus? (cf. Ef 6, 13-17). Não deu outra! O dinheiro que a empresa enviava para sua manutenção e pagamento das mensalidades, Estelatus desvia para noitadas de farras com amigos, mulheres e bebidas.

Pode-se ludibriar muita gente por muito tempo; não se pode, contudo, ludibriar a todos o tempo todo. A verdade aparece. Demissão sumária. Acostumado à boa vida, Estelatus raciocina: "Estou demitido. O que vou fazer para continuar usufruindo de todas estas regalias?". Aconselhado pelo Inferno, decide unir-se a uma quadrilha especializada em roubo, tráfico, prostituição e falsificação de bebidas. O resultado é dramático: 7 assassinatos cometidos.

Estelatus torna-se o criminoso mais procurado de toda a Tanzânia. Para desmantelar sua poderosa quadrilha, o presidente Julius Nyerere (hoje, Servo de Deus), envia seus melhores homens para serem treinados pelas forças especiais da Bulgária. De volta à Tanzânia, conseguem capturar Estelatus. Ficará atrás das grades durante seis anos. Na prisão, um sacristão católico oferece-lhe uma Bíblia para ler. A princípio, o amaldiçoa; mas como não tem outra opção de lazer, com o intuito de passar o tempo, começa uma leitura sistemática da Sagrada Escritura.

Gosta muito de aventura. Encanta-se com os relatos bélicos de Davi, Sansão e outros Valentes do Antigo Testamento. Quando lê sobre Jesus, nos Evangelhos, exclama: "Pobre homem. É um fracassado!". Sem os suspeitar, entretanto, a Espada do Espírito penetrara-lhe a alma. Àquela altura, o Messias já havia roubado seu coração. Deus Pai rasgara o Céu para fazer descer o orvalho da Redenção  destinado a regar sua alma empedernida pelo pecado. Nas profundezas da alma daquele homem velho está prestes a se realizar uma verdade eterna: "Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!" (2Cor 5, 17).

Amanhecera. Aos olhos de todos naquela prisão, um dia como todos os outros. Subitamente, porém, o poder de Deus desencadeia um terremoto no cárcere interior do prisioneiro Estelatus. As estruturas do homem velho são abaladas. As correntes interiores rompem-se pelas mãos poderosas de Jesus. O fogo do Espírito Santo, que transforma tudo o que toca, o envolve por inteiro. Satanás, à uma ordem de Jesus, é acorrentado e levado em cortejo triunfal pelo Senhor do Céu e da Terra.

Estelatus sente como se um raio o perpassasse de alto a baixo. Começa a bendizer a Deus e a falar em línguas estranhas. É o seu batismo no Espírito Santo. Dali em diante, ninguém mais o reconhece. Embora trancafiado por grossas cadeias de ferro, o criminoso mais perigoso da Tanzânia é agora um prisioneiro de Jesus Cristo; Atrás das grades, torna-se um homem verdadeiramente livre da escravidão do pecado que gera a morte. Livre dentro de uma prisão, pode agora proclamar sem medo: "Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36).

Certo dia, ouve a voz de Jesus dizendo: "Prega o Evangelho para estes aqui na prisão". A princípio, resiste. Muitos dos seus colegas de cela eram discípulos seus na escola do crime. O que pensariam? Finalmente, atemorizado por um sonho aterrador, em que vê a si mesmo caindo num abismo sem fundo, começa a pregar a Palavra de Deus para aqueles que antes ensinara a seguir a cartilha do Diabo - aquele que "não vem senão para furtar, matar e destruir" (Jo 10, 10b). É urgente resgatar aquelas almas do abismo do inferno.

Sua primeira pregação na prisão atrai a ira da maioria de seus colegas. O acusam de charlatão e caçoam dele. Pensam que perdera a razão. Pressionado pelos prisioneiros, o carcereiro o proíbe de pregar a Palavra de Deus. Estelatus desobedece. É arrastado para a solitária. Quando sai, volta a anunciar Jesus. É atirado novamente na solitária. Outra vez solto, continua a evangelizar. Depois de 3 confinamentos na solitária, sem resultado, o carcereiro não mais o incomoda; pensa que a Palavra de Deus o enloquecera.

Não sabiam aqueles homens e o carcereiro que “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1, 25). Com a Espada do Espírito em mãos, revestido do poder do alto, Estelatus consegue penetrar no coração endurecido de muitos de seus antigos comparsas. Com os primeiros convertidos, inicia um grupo de oração dentro da prisão. Neste período, algo misterioso acontece. À noite, em sonho, vê-se transportado ao Vaticano, onde o Papa João Paulo II o recebe e ensina-lhe a interpretar muitas passagens da Sagrada Escritura.

Certa ocasião, Jesus revela-lhe que num futuro próximo o enviará a pregar o Evangelho a todas as nações. Nesta visão, Estelatus encontra-se dentro de um avião com uma pasta na mão, trajando um terno. Ciente da gravidade dos crimes hediondos que cometera, conclui que jamais verá cumprida esta promessa de Deus. Com 7 assassinatos nas costas, quem o tiraria daquela prisão? É quando o Deus do impossível intervém. A Anistia Internacional pede ao governo da Tanzânia que leve a julgamento todos os presos detidos, para que possam ter direito de defesa. Eram trezentos. A notícia causa alvoroço entre os detentos. Um deles diz a Estelatus: "Tu jamais sairás daqui. Mesmo levado a julgamento, se te inocentarem por um assassinato, ainda restarão outros seis que te condenarão". Seu destino parece selado: apodrecer no cárcere.

Chegara o dia de chamar o primeiro prisioneiro para se encaminhado para julgamento. Certo de que jamais o chamariam, pega a sua bíblia e senta-se em um lugar solitário para meditá-la. O carcereiro entra. Em seguida anuncia o primeiro nome da lista: "ESTELATUS MTEMANYENJA". Incrédulos, seus companheiros o procuram para dar-lhe a notícia. Estelatus pensa que estão zombando dele. O próprio carcereiro aproxima-se e pergunta: "Você é Estelatus Mtemanyenja?". Responde que sim. "Siga-me", ordena o policial.

Quando o chefe de polícia o recebe em seu escritório, esquadrinha-o de alto a baixo. Movido de misteriosa compaixão, diz aos seus oficiais: "Este homem está às portas da morte; não resistirá por muito tempo nesta prisão". Pergunta, então, a Estelatus: "Você tem parentes aqui na cidade?" Sua resposta é sim. Depois de um longo silêncio, a grande surpresa: "Vou te libertar, sem necessidade de julgamento, mas com uma condição: todos os sábados você deve se apresentar aqui. Se algum crime acontecer na cidade, iremos à tua procura em tua casa. Não encontrando-te, voltarás para esta prisão e nunca mais dela sairás”, exorta o chefe da prisão.

Quando Estelatus pega seus pertences e diz adeus a seus colegas de cela, o espanto e o temor a Deus tomam conta dos corações de todos. Muitas vezes o ouviram anunciar-lhes aquilo que agora testemunham com seus próprios olhos: "De agora em diante, pois, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo" (Rm 8, 1).

Nos dois anos seguintes, Estelatus trabalha como tratorista em uma pequena fazenda, no interior da Tanzânia. Ali inicia uma comunidade orante debaixo de uma choupana. Naquele exato local, hoje, encontra-se uma majestosa igreja. Em seguida, a convite de um morador local, conhece um grupo de oração onde os dons do Espírito Santo se manifestam com sinais e prodígios, a exemplo do que ocorrera no dia de Pentecostes. Mais tarde, aquele que fora o maior criminoso que a Tanzânia conhecera, torna-se o coordenador nacional da Renovação Carismática Católica da Tanzânia.

Certo dia, dentro do avião que o levava para uma missão de evangelização em Malawi, país vizinho, lembra da visão que tivera na prisão. Percebe que está portando a mesma maleta de mão e vestido exatamente conforme Jesus predissera. O Deus que não é homem para mentir cumpre fielmente sua promessa. Lágrimas de alegria e de agradecimento rolam de seu rosto.



Depois de ter servido de capacho do Diabo por tantos anos, lavado pelo Sangue de Jesus, Estelatus pode hoje cantar: “Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus” (Ef 2, 4-6)
Atualmente, Estelatus é um dos mais proeminentes pregadores da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. É chamado para anunciar a Boa Nova da Salvação em muitos países. É casado e tem 3 filhos. Todos os dias, às 5 horas da manhã, reúnem-se para 1 hora de oração. Mora em Dar Es Salaam, capital da Tanzânia. Em setembro de 2013 estará no Brasil pela quarta vez. Virá testemunhar seu maravilhoso encontro pessoal com Jesus, o Senhor da História que mudou dramaticamente sua vida e sua história.

O mesmo milagre que Deus Espírito Santo realizou na vida de Estelatus, pode realizar agora na minha e na sua vida: "Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação" (2Cor 6, 2). Ore com confiança: "Jesus, eu te aceito agora como meu único e definitivo Salvador. Creio em meu coração que ressuscitaste dentre os mortos e, portanto, confesso com a minha boca que és o Senhor da minha vida e da minha história. Amém!"

Este testemunho encontra-se no livro ESTELATUS MTEMA: TESTEMUNHO DE CONVERSÃO DO PIOR CRIMINOSO DA TANZÂNIA, pela editora Missão Sede Santos: www.sedesantos.com.br. Autor: Celso Deretti.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A visão do Inferno (Santa Faustina)


"Hoje, conduzida por um anjo, fui levada às profundezas do inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi: o primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino não mudará NUNCA; o quarto tormento é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói; é um TORMENTO TERRÍVEL; é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, um horrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as ALMAS CONDENADAS veem-se mutuamente e veem todo o mal dos outros e o seu; o sexto é a contínua COMPANHIA DO DEMÔNIO; o sétimo tormento, o terrível DESESPERO, ódio a Deus, maldições, blasfêmias. São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. CADA ALMA É ATORMENTADA COM O QUE PECOU, DE MANEIRA HORRÍVEL E INDESCRITÍVEL. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. QUE O PECADOR SAIBA QUE SERÁ ATORMENTADO COM O SENTIDO QUE PECOU POR TODA A ETERNIDADE. Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é. Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar e testemunhar que o Inferno existe. Sobre isso não posso falar agora; tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: O MAIOR NÚMERO DAS ALMAS QUE LÁ ESTÃO, É JUSTAMENTE DAQUELES QUE NÃO ACREDITAVAM QUE O INFERNO EXISTISSE. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela CONVERSÃO DOS PECADORES; incessantemente, peço a MISERICÓRDIA DE DEUS para eles. Ó, meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que Vos ofender com o menor pecado que seja" (Diário de Santa Faustina Kowalska - 741).

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Palavra do Papa Bento XVI


"A nova evangelização está essencialmente ligada à missão ad gentes. A Igreja tem o dever de evangelizar, de anunciar a mensagem da salvação aos homens que ainda não conhecem Jesus Cristo. No decurso das próprias reflexões sinodais, foi sublinhado que há muitos ambientes em África, na Ásia e na Oceânia, onde os habitantes aguardam com viva expectativa – às vezes sem estar plenamente conscientes disso – o primeiro anúncio do Evangelho. Por isso, é preciso pedir ao Espírito Santo que suscite na Igreja um renovado dinamismo missionário, cujos protagonistas sejam, de modo especial, os agentes pastorais e os fiéis leigos. A globalização provocou um notável deslocamento de populações, pelo que se impõe a necessidade do primeiro anúncio também nos países de antiga evangelização. Todos os homens têm o direito de conhecer Jesus Cristo e o seu Evangelho; e a isso corresponde o dever dos cristãos – de todos os cristãos: sacerdotes, religiosos e leigos – de anunciarem a Boa Nova".

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Novo Livro de Celso Deretti


Para meados de 2014, lançamento do livro MEMÓRIAS DE UM TÚMULO. Discorre sobre a ressurreição de Jesus. Autor: Celso Deretti.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estudo sobre os DONS CARISMÁTICOS




Pontos importantes


1.  A Igreja nasceu carismática.

2.  Os carismas são para todos.

3.  Servem para a edificação da Igreja.

4.  Devem ser exercidos na humildade, harmonia e ordem.

5.  Tornam a evangelização mais eficaz.

6.  Fundamentados na caridade.

7.  Devem ser pedidos com fé.

Dons de Revelação

Palavra de Ciência
O dom de ciência é um dom através do qual o Senhor faz que o homem entenda as coisas da maneira como Ele as entende. Faz que o homem penetre na raiz de cada acontecimento, fato, sentimento ou situação. Através do dom da Palavra de Ciência Deus dá o diagnóstico, a causa de um problema, doença, fato, situação, etc.
Quando estamos com febre, nos dirigimos a um médico para descobrir a causa da febre. Porque a febre não é a doença, mas um sintoma da doença. Quando alguém está deprimido, queremos resolver o problema da depressão, aliviando os seus sintomas, porém não conseguimos detectar a causa da depressão. Através do dom da Palavra de Ciência o Senhor nos revela a causa da depressão, sua raiz, com o objetivo de curar.

O Espírito Santo, através deste dom, presta um serviço ao povo de Deus através de nós.
Pelo dom da Palavra de Ciência Deus ensina ao homem sobre as suas verdades, permite que a sua luz penetre no entendimento do homem. Deus comunica ao homem informações que são impossíveis de se adquirir humanamente ou por conhecimento natural, pela razão. É um dom de revelação. Revela uma ação que Deus já está fazendo (a cura), ou uma situação ou mentalidade que precisa ser transformada por Deus, sempre com a finalidade de transformação e conversão através do poder e da misericórdia de Deus que cura o corpo e o coração.
Pode se manifestar por uma imagem, palavra, moção, passagem bíblica, sonho.
At 5, 1-11 - O Espírito Santo, através da palavra de ciência, revela a intenção secreta do coração de Ananias e Safira.
Padre Pio conhecia os pecados dos penitentes antes de os confessarem.

Palavra de Sabedoria
É a revelação divina que nos mostra a melhor maneira de agirmos para que a vontade de Deus se cumpra em nossa vida e sejamos felizes. Dá-nos a direção, indica-nos o que fazer e como fazer para obtermos a melhor solução. É a orientação, o prognóstico divino. Atenção: não é adivinhação ou previsão de futuro. 
I Rs 3, 16-28  -  Salomão, usando o dom da Palavra de Sabedoria, soluciona um problema aparentemente de difícil solução.
A sabedoria humana é adquirida pelo conhecimento humano e pelas ciências. Todos podem ter acesso a ela, pois depende de esforço pessoal.  Já o dom carismático da palavra de sabedoria é aquele que nos orienta em fatos concretos como um socorro de Deus e não depende de méritos pessoais, nem é fruto de dedução lógica ou raciocínio.

A palavra de Sabedoria tem uma íntima ligação com o Dom da Palavra de Ciência. O dom dea Palavra de Ciência revela uma situação, um problema (dá o diagnóstico). O dom dea Palavra de Sabedoria nos ensina o como agir (indica o remédio).
A Palavra de Sabedoria é de extrema importância em determinadas circunstâncias embaraçosas da vida, em momentos de aconselhamento e em situações concretas do nosso dia a dia como no matrimônio, na educação dos filhos, no trabalho, no relacionamento (especialmente com pessoas difíceis) com os irmãos e na vida cristã.

Discernimento dos espíritos

O Dom do Discernimentos dos Espíritos é uma graça que provém da presença do Espírito Santo em nós, da nossa unidade com Ele, nossa intimidade com Ele em oração. Da mesma forma que nos dá palavras de sabedoria, ciência, cura, etc, dá-nos igualmente o dom do Discernimento dos Espíritos.

É um dom espiritual que nos permite discernir, examinar, em nós mesmos, nas outras pessoas, na comunidade o que é Deus, o que é da natureza ou o que é do maligno.
Este dom permite-nos identificar qual espírito está impulsionando ou está influenciando uma ação, uma situação, um desejo, uma decisão a tomar, algo que nos digam ou ofereçam. Como todo dom espiritual, ele está em interação com os outros carismas e é necessário para a nossa vida diária, nossa vida de oração e para o nosso apostolado.
Em Gn 3, 1-7, Eva não percebeu que quem lhe falava era o maligno, pois não parou para discernir quem lhe falava e se era de Deus; iludida pelo inimigo, acabou por cometer o pecado de origem de toda humanidade. Deus respeita a nossa liberdade e respeitou a liberdade de Eva em desobedecer-lhe e pecar. Deve ter sido uma imensa dor para Deus assistir Eva sendo enganada.
São João da Cruz nos ensina que nossa alma tem 3 grandes inimigos: o mundo, o demônio e a nossa carne; inimigos a fazerem guerra e dificultarem o caminho que a nossa alma deseja trilhar até Deus. É necessário, portanto, o exercício do dom do discernimento dos espíritos, um dos canais de que Deus se utiliza para nos ajudar a vencer esses grandes inimigos, que tentam nos confundir na busca de conhecer e viver a vontade de Deus.
É preciso orar e ter uma vida de constante louvor e de unidade com a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. Desta forma, nos tornamos pessoas profundamente unidas e dóceis às moções do Espírito para que não nos deixemos ser ludibriados. Jesus nos ensinou: “vigiai e orai, para não cairdes em tentação”. Este estado de alerta, confiante na misericórdia de Deus, nos vem do louvor constante, da oração diária, do estudo da Palavra de Deus, da obediência à Igreja, da frequência aos sacramentos e da amizade com MARIA.

Estando sempre alertas, saberemos se algo vem da vontade de Deus, do inimigo, ou da nossa carne.
Mt 16, 22 - “Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá”. A falta de fé, o desejo de agradar, o medo, deram entrada a Satanás no pensamento e sentimentos de Pedro. Jesus discerniu que o que Pedro dissera, vinha do maligno.
Lc 4, 1-13 - Jesus discerniu que as sugestões que lhe vinham na tentação do deserto, não lhe vinham de Deus, nem Dele, mas do maligno para estragar o plano do Pai. O Espírito Santo unge os batizados com a mesma unção espiritual de Jesus e com esta unção espiritual ele pode repetir e assumir para si as palavras de Jesus: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu; enviou-me para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para por em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor" (Lc 4, 18-19).

Dons de Inspiração

Profecia
É a palavra divina em transmissão humana para o momento presente. É Deus falando aqui e agora para uma ação instantânea, com o intuito de consolar, exortar e edificar os homens. É, portanto, dirigida a uma pessoa, por exemplo, em sua Oração Pessoal, ou a uma assembléia. Também pode ser dirigida para uma cidade, país ou o mundo inteiro.

Se procede de Deus, a assembléia entenderá plenamente a mensagem divina. Precisamos ter sempre o discernimento para termos a percepção de qual espírito está nos movendo a profetizar. E acreditem, essa percepção é nítida, tanto para quem proclama, quanto para quem escuta.
É transmitida sempre na primeira pessoa do singular, tendo em vista que é Deus mesmo falando através do profeta, que, por sua vez, tem livre arbítrio para proclamar ou reter a profecia. Deus não subjuga ninguém. O Homem não perde o controle de suas faculdades no exercício de qualquer carisma. O que profetiza, antes, recebe a inspiração divina em seu coração e em suas faculdades mentais e a proclama para a assembléia, quando for o caso. 

Atente-se que a profecia é exclusiva para aquele momento e para um determinado povo, grupo, etc, não sendo genérica para qualquer grupo. Pode ser proclamada em linguagem inteligível, ou seja, no idioma da assembléia (em vernáculo), ou em línguas; neste último caso, será necessária a manifestação de um outro carisma, a Interpretação das Línguas. A profecia quando proclamada em línguas, requer que a mesma pessoa ou outra(s) receba a mesma inspiração só que, agora, em linguagem vernacular (no nosso caso, o português).

Importante saber sobre o Dom da Profecia:
1. Deve exortar, edificar e confortar. Se uma profecia é negativa e condenatória, isto é um sinal claro de que a mesma não vem de Deus.

2. Deve produzir bons frutos. “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos, os conhecereis” (Mt 7, 19-20).


3. Deve estar fundamentada nas Escrituras. Jesus diz: “As palavras que vos tenho dito são espírito e vida” (Jo 6, 63).


4. Deve estar de acordo com os ensinamentos do Magistério da Igreja Católica. O Magistério é a autoridade orientadora da Igreja.


5. Deve produzir paz.  São Paulo diz: “...porquanto Deus não é Deus de confusão, mas de paz" (I Cor 14, 33).


6. Deve ser para a glória e honra de Deus. São Paulo declara:  “Portanto, quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Cor 10, 31).


7. Deve fortalecer a fé tanto daquele que proclama a profecia como daquele ou daqueles que a ouvem.  “Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo” (Rm 10, 17).

Línguas
Trata-se de uma poderosa oração ou mensagem divina em linguagem não vernacular, ou seja, que não se pode entender com as nossas faculdades, mas com gemidos inefáveis, exprimidos pelo Espírito Santo.

É o próprio Espírito Santo quem louva, adora, intercede por nós ao Pai e ao Filho, pois não sabemos orar como convém. É sempre controlável e depende diretamente da disponibilidade de nossos aparelhos respiratório e fonador. Isso significa dizer que só iremos orar em línguas se produzirmos algum som e movermos nossa língua, deixando o restante por conta do Espírito Santo.

Muitas pessoas pensam que a boca começará a se mover sozinha e a voz sairá independentemente de um comando cerebral e isso, em verdade, não acontece, graças a Deus. É muito bom saber que o próprio Espírito Santo ora em nós com gemidos inexprimíveis; é bom abandonarmos deliberadamente nosso intelecto e nos largarmos nas correntes do Espírito. Damos a matéria-prima (ar, voz, língua) e o Espírito ora poderosamente.
Há uma profunda diferença entre orar em línguas (cf. Rm. 8, 26) e o falar em línguas; este último, como já visto no dom da profecia, é uma mensagem profética em linguagem não vernacular, o que necessitará do dom da Interpretação das Línguas. Há, ainda, o cantar em línguas. Ocorre muitas vezes em nossos Grupos de Oração, quando todos estão orando em línguas e alcançam uma harmonia musical, um único tom, tal qual uma orquestra; há ocasiões até em que a assembléia cessa o seu canto e uma ou duas pessoas continuam cantando em línguas por pequeno intervalo de tempo, louvando e adorando o Senhor. 

Cremos que o maior ensinamento de São Paulo acerca do Dom de Línguas encontra-se na maravilhosa e reveladora passagem de Rm 8, 26.
“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas” (Mc 16, 17).
"Pedro estava ainda falando estas coisas, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, ficaram estupefatos ao ver que também sobre os gentios se derramara o dom do Espírito Santo, pois ouviam-nos falar em línguas e engrandecer a Deus" (At 10, 44s).
“E quando Paulo lhes impôs  as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles: puseram-se então a falar em línguas e a profetizar” (At 19, 6).

Interpretação das Línguas

Não é uma tradução. Quando uma profecia é proclamada em línguas, ou seja, com gemidos inefáveis, ininteligíveis, faz-se necessária a utilização do dom da Interpretação das Línguas, em que uma ou mais pessoas, respeitando-se a ordem, irá proclamar aquela mesma profecia em vernáculo, isto é, em linguagem inteligível, no idioma do grupo.

É imprescindível que haja quem interprete uma profecia proclamada em línguas, sob pena de o povo não entender a mensagem divina a ele dirigida. Veja o que Paulo nos ensina acerca da Interpretação das Línguas em I Cor 14, 13. 27-28.
Quem tem o dom da interpretação percebe com clareza, que as palavras lhe vêm a mente de forma abundante, e deve dizer o que o Senhor lhe inspira. Quanto mais se habitua, mais facilmente identifica o modo de como o Senhor lhe “dita” as palavras. Ele deve falar sempre na primeira pessoa, como se falasse o próprio Senhor. Jesus não quer que simplesmente se narre a sua mensagem, mas que pronuncie a mensagem em seu próprio nome empregando-se a primeira pessoa.


Dons de Poder

Trata-se de uma fé expectante, ou seja, aquela que leva à confiança e entrega total a Deus. Difere, portanto, da virtude teologal da Fé, que significa crer nas verdades reveladas por Deus; difere, ainda, da fé confiante, isto é, aquela que cresce na medida em que vou conhecendo mais a Deus. É a certeza daquilo que ainda não vejo, a certeza da atuação do poder divino. Veja a manifestação do dom carismático da fé na vida do homem leproso em Mt 8, 1-3.
O dom carismático da fé é o poder de Deus que nos move a uma confiança íntima com de que Deus agirá. Essa confiança leva a uma oração convicta, a uma decisão, a uma firmeza ou a algum outro ato que libera a bênção de Deus. Através do dom carismático da fé, o Espírito Santo nos dá a certeza de que Deus agirá, de que o poder de Deus irá intervir em alguma situação da vida do homem.

Pelo dom carismático da fé, cremos que Deus opera hoje maravilhas em favor do seu povo. A fé move a manifestação do poder de Deus através do seu Espírito Santo. “Se creres, verás a glória de Deus” (Jo 11, 40). É a fé que faz o homem de todos os tempos ver a glória de Deus.
A virgem Maria realiza da maneira mais perfeita a obediência à fé. Na fé, Maria acolheu o anúncio e a promessa trazida pelo anjo. Maria não cessou de crer no “cumprimento” da Palavra de Deus. Por isso, a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé (CIC 149). É a esta fé de Maria, de Abraão, de Moisés e outras testemunhas da fé que devemos aderir de todo o nosso coração, para que esta mesma fé nos ilumine e nos conduza nos momentos da provação.

Cura

É a manifestação do poder e da glória de Deus para restaurar a saúde do homem total. Deus quer o Homem sarado, tal qual fora criado. O pecado, as circunstâncias da vida, os erros de relacionamento, a falta de perdão, o descuido com a saúde, etc, vão desfigurando em nós a imagem e semelhança para com Deus.

Pelo dom carismático da Cura, Deus, usando de misericórdia para conosco, vem nos restaurar, a partir da oração de seus servos que, por caridade impõem as mãos sobre aquele irmão que Deus quer seja curado interior ou fisicamente.
"Orai uns pelos outros para serdes curados" (Tg 5, 16b).
1 - Ter sempre em mente que o Dom de Cura é um carisma do Espírito Santo para o bem comum e não para satisfação ou projeção pessoal.
2 - Como os demais dons, à exceção do dom de línguas, só acontece quando Deus quer e na hora que Deus quer, pelo simples fato de não estar sob o domínio de quem ora e, por mais que haja fé, depende da vontade de Deus.
3 - É dado como sinal do amor de Deus por nós, geralmente para confirmar o anúncio do Evangelho.
4 - A maior motivação para o exercício do dom é, e sempre será, a caridade, sem se deixar levar pelo gosto do poder que o dom pode representar.
5 - Acontece com maior frequência quando se abre à unção do Espírito, geralmente em assembléias de oração, tais como nas reuniões de oração, nos Seminários de Vida no Espírito, nas Experiências de Oração, nos retiros, congressos e outros eventos semelhantes. Ocorre geralmente após um grande louvor, durante uma adoração ou momento de oração, mas podendo ocorrer também durante uma pregação ou proclamação da Palavra ou em qualquer momento em que o povo de Deus esteja reunido em seu nome, porque o dom é do doador e é Ele quem escolhe o momento e a maneira de curar.
6 - É necessário desejar e pedir o dom ao Espírito Santo para se tornar um canal de graça para os irmãos.
7 - Quando se aspira ao ministério de cura, o certo é iniciar orando por enfermidades mais simples, sem se preocupar com resultados, após orar, entregar a Deus e deixar por sua conta os resultados, confiantes no seu poder, na certeza que depende d'Ele.
8 - É importante aprender a discernir. Às vezes, no inicio do ministério, tem-se a impressão que ao orar a cura vai ocorrer, o que, algumas vezes, não acontece. Mas, se, humildemente, refletirmos sobre a inspiração, pode-se concluir que o Senhor não estava dizendo: "vai curar..., mas, aprenda a orar para cura". Quando se sentir impulsionado a orar, ore, mas atento, porque o Senhor pode estar apenas lhe dizendo: aprenda a orar.

Milagres

É o poder de Deus de intervir em determinada situação em relação à natureza, à saúde e à vida. São fenômenos sobrenaturais realizados por Deus, com a finalidade de que os homens conheçam a sua glória, o seu poder e se convertam. Através dos milagres, o homem tem uma experiência concreta do amor de Deus por ele e da sua presença concreta na sua vida, na vida dos seus irmãos e no mundo.
O dom de milagres é a ação do Espírito Santo que, para o bem de alguém, modifica o curso normal da natureza. O milagre é uma intervenção clara, sensível e visível de Deus no decurso “ordinário” ou “normal” dos acontecimentos: curas instantâneas de doenças incuráveis, ressurreição dos mortos, fenômenos extraordinários da natureza.

Distinguir o milagre da cura: a cura é quando Deus acelera o processo de cura que se poderia conseguir através de meios naturais como uma cirurgia, remédios, repousos, etc. O milagre é quando se trata de uma cura que nenhuma ciência médica poderia realizar e que Deus realiza.
Alguns milagres no Antigo Testamento

Êx 14:  A passagem do Mar Vermelho.

Nm 17, 16-26:  O episódio da vara de Aarão que floresce.

Js 3, 14-17:  Josué e seu povo atravessaram o rio Jordão a pé enxuto.

I Rs 17,16:  A multiplicação da farinha e do azeite que havia prometido a Elias.

Alguns milagres no Novo Testamento

Lc 13, 10:  A mulher que vivia encurvada 18 anos.

Lc 18, 35: O cego em Jericó.

Mt 9, 1:  O paralítico em Cafarnaum.

Mt 15, 29-31:  Aleijados, coxos, cegos eram curados.

Jo 2,11:  Bodas de Caná.

Precisamos acreditar neste dom de milagres no coração da Igreja. Por meio dele poderemos de forma mais convincente publicar as maravilhas de Deus, hoje e sempre.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Água urgente para a África!


Cerca de 200 crianças portadoras de necessidades especiais necessitam, com urgência, de água potável em Same, Tanzânia, África. A Associação Missionária João Paulo II assumiu  o compromisso de construir um poço artesiano para suprir esta necessidade. Temos a aprovação do bispo de Same, Don Rogath Kimaryo e do Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Jonck. Orçamento previsto: R$ 20 mil. (200 Reais por metro perfurado). Enquanto aguardamos o registro dos estatutos, estamos usando minha conta, pessoa física, para receber doações:

BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA  1489-3
CONTA CORRENTE  16.479-8
CELSO DERETTI
CPF  538.136.349-49

Muito obrigado!

"Dá ao Altíssimo conforme te foi dado por ele, dá de bom coração de acordo como que tuas mãos ganharam, pois o Senhor retribui a dádiva, e te recompensará tudo sete vezes mais" (Eclo 35, 12).

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Associação Missionária João Paulo II

Iniciamos as atividades da Associação Missionária João Paulo II. Dom Wilson Tadeu Jonck, Arcebispo de Florianópolis, deu-nos sua bênção e aprovação oficial. Nossa sede encontra-se na rua 910, 31, sala 3, centro de Balneário Camboriú, SC (frente igreja matriz Santa Inês).

Emails:

celsoderetti@yahoo.com.br

deretticelso@gmail.com

Celular: 47 9922 8642

Estamos com 2 projetos em andamento:

1. Construção de um poço artesiano na cidade de Same, Tanzânia, África, para atender 200 crianças portadoras de deficiência física e mental (esta instituição é dirigida pelas pequenas irmãs de São Francisco, congregação religiosa da Igreja Católica). Custo: R$ 20.000,00. Dom Rogath Kimaryo, bispo de Same, está à frente deste projeto.

2. Construção de uma igreja no vilarejo de Marwa, Tanzânia, onde hoje existe uma construção de pau-a -pique. Custo: R$ 30.000,00.

Em breve teremos conta jurídica. Por enquanto, estamos usando minha conta pessoal. Qualquer doação, acrescentar 10 centavos para encaminharmos o dinheiro para estes projetos.

BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA 1489-3
CONTA CORRENTE 16.479-8
CELSO DERETTI
CPF: 538.136.349.49


Muito obrigado!

"O homem benevolente será abençoado porque tira do seu pão para o pobre" (Pv 22, 9).

quinta-feira, 31 de maio de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

MISSÃO SEDE SANTOS NA ÁFRICA




Padre Márlon Múcio, mss

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15).


“Ouvi falar que Jesus está chorando na África. Estamos indo lá para tentar enxugar as suas lágrimas” (Pe. Márlon, mss).


A Tanzânia, país da África Oriental, é considerado pelos pesquisadores como “O berço da humanidade”. Também é conhecido como “O país das girafas”. É um dos países mais pobres do mundo: metade da população vive em situação de extrema pobreza. É o país das simpatias, curandeiros e poções milagrosas. Na Tanzânia há muita gente que nunca ouviu falar no nome de Jesus. É para lá, há mais de 9 mil quilômetros do Brasil, que em julho de 2012 partirão 3 missionários Sede Santos. Celso Deretti, missionário catarinense, irá conosco.


CONHEÇA UM POUCO DA TANZÂNIA

Nome oficial:
República Unida da Tanzânia (Jamhuri ya Muungano wa Tanzania). 
Localização: África Oriental.
Limites: a Leste, com o Oceano Índico; ao Sul, com Moçambique, Malauí e Zâmbia; a Oeste, com o Burundi, Ruanda e República Democrática do Congo; e, ao Norte, com Uganda e Quênia.
Independência da Grã-Bretanha: 26 de abril de 1964.
Primeiro presidente: Julius Nyerere.
Clima:  Varia de tropical ao longo da costa a temperado nas terras altas.
Recursos naturais: Latão, hidrelétricas, minério de ferro, carvão, diamantes, pedras preciosas, ouro, gás natural e níquel.
Agricultura: Café, sisal, chá, algodão, pyrethrum (inseticida feito de crisântemo), caju, tabaco, cravo da Índia, milho, trigo, mandioca, banana, fruta, vegetais.
Pecuária: Gado, ovelhas e cabras.
Indústria: Processamento de açúcar, cerveja, cigarro e sizal; mineração (diamantes, ouro e ferro), sal, soda cáustica, cimento, óleo refinado, calçados, móveis e fertilizantes.
Área: 945.087 km².
População: 43,6 milhões de habitantes.
Refugiados: 352,6 mil (de Burundi); 127,9 (de Congo).
Taxa média anual de crescimento populacional: 1,96%.
Telefones fixos: 174,5 mil linhas.
Celulares: 20,9 milhões.
Lares com internet: 678 mil (2009).
Mortalidade infantil: 65,7 para cada mil nascidos.
Leitos hospitalares: 1,1 camas para cada mil habitantes (2006).
Número de médicos: 0,008 para cada mil habitantes (2006).
Pessoas infectadas com o vírus HIV (Aids): 1,4 milhão.
População residente em área urbana: 26,4%.
População residente em área rural: 73,6%.
Densidade demográfica: 47,6 hab/km².
Capital oficial: Dodoma (região central do país).
Capital política: Dar es Salaam (antiga capital, à beira do Oceano Índico).
Cidades principais: Dar es Salaam (3,2 milhões), Mwanza (223 mil), Dodoma (203,8 mil), Tanga (187,1 mil), Zanzibar (157.6 mil) (Estatísticas de 2009).
Data nacional: 26 de abril (data da unificação de Zanzibar e Tanganica).
Idioma oficial: Swahili e inglês.
Religiões: Cristianismo 53,2% (católicos 28%, protestantes 18,6%, outros 6,6%), islamismo 31,6%, crenças tradicionais 13,4%, outras 1,4%, agnosticismo e ateísmo 0,4%.
Esperança de vida ao nascer: 53,14 anos (albinos: 30 anos).
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,398 (baixo).
Produto Interno Bruto (PIB): 21,6 bilhões de dólares.
Economia: depende, em grande parte, da agricultura, que lhe proporciona 58% do produto interno bruto (PIB); sustenta 85% das exportações e dá trabalho a 90% da mão de obra.
Governo: República presidencialista.
Presidente: Jakaya Kikwete.
Moeda: Xelim tanzaniano.
Geografia: rica e variada, inclui pontos mundialmente conhecidos, como o lago Vitória, a planície do Serengeti e a vasta região montanhosa a Nordeste, na fronteira com o Quênia, na qual se destacam os Montes Meru e Kilimanjaro.
Patrimônios da Humanidade: Área de Conservação Ngorongoro; ruínas de Kilwa Kisiwani e Songo Mnara; Parques Nacionais Serengeti e do Kilimanjaro; Reserva de Caça Selous.
Distância do Brasil: 9.122,45 km (a partir de Brasília).


MAIS ALGUMAS INFORMAÇÕES

• O território onde se encontra a Tanzânia nasceu da união de duas regiões (Zanzibar e Tanganica) colonizadas que foram, sucessivamente, pela Alemanha e pelo Reino Unido. A unificação aconteceu em 1964.
  • Apesar de a Tanzânia figurar entre os países mais pobres do mundo, a sua dimensão territorial (31º maior país do globo, em extensão), seu quadro interno estável e o potencial de desenvolvimento existente, como no caso dos grandes lagos, podem vir a atrair investimentos e a reverter a situação de pobreza extrema, que afeta a metade da população, segundo os critérios do Banco Mundial.
  • A Tanzânia é um dos países mais estáveis e pacíficos da África, onde, inclusive, vivem harmonicamente cristãos e muçulmanos.
  • A Tanzânia possui aproximadamente 130 tribos diferentes, onde cada uma tem sua própria cultura.
  • O país é famoso pelas atrações naturais, como o monte Kilimanjaro, o mais alto da África (5.895 metros) e os 3 maiores lagos do continente - Vitória, Tanganica e Malauí. Além dos 13 Parques Nacionais, abriga a Área de Conservação Ngorongoro, 29 Reservas, 40 Áreas Controladas, 120 sítios culturais, além de parques marinhos.
  • O país acolhe refugiados hutus de Ruanda (em 1994, a etnia Hutus dizimou 800 mil Tutsis, num eventos conhecido como o genocídio de Ruanda). Cerca de 2 milhões de hutus encontra-se refugiados no Congo.
  • A Tanzânia é o lar de alguns dos mais antigos assentamentos humanos, com fósseis encontrados próximos da Garganta de Olduvai, no norte do país. Por isto, é chamada de “Berço da Humanidade". Estes fósseis incluem ossos do Paranthropus, que se pensa ter mais de 2 milhões de anos, e as pegadas mais antigas conhecidas.
  • A Tanzânia é um exemplo para outras nações africanas na luta contra a discriminação dos albinos.
  • A televisão cobre apenas chega a 19% da população urbana e apenas 5% da população total da Tanzânia.
  • A girafa é o símbolo do país, também chamado de “País das girafas”. Ali existem as girafas-masai, a maior subespécie de girafa, e o mamífero mais alto da Terra. Além da Tanzânia, ela pode ser encontrada no Quênia.
  • O primeiro presidente do país, Julius Neyrere (que governou o país até 1995 e faleceu em 1999) está em processo de beatificação. São palavras do Servo de Deus: "Desejaria acender uma vela e colocá-la no topo do monte Kilimanjaro, para que iluminasse até mais além de nossas fronteiras, dando esperança aos que estão desesperançados, pondo amor onde há ódio e dignidade onde há humilhação".

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Selados com o Espírito Santo



Reinaldo B. Reis

Uma das mais fantásticas prerrogativas da vida cristã é essa virtude que a palavra divina nos promete na segunda carta de Pedro (II Pd 1, 3-4): “O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude. Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas a fim de tornar-nos por este meio participantes da natureza divina...”

Como, efetivamente, participamos dessa natureza divina? Como se dá essa incrível possibilidade? São João nos explica: “Nisto é que conhecemos que estamos nele, e ele em nós: por ele nos ter dado o seu espírito” (I Jo 4, 13). E bem o sabemos que “o amor de Deus já foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (cf. Rm 5,5)... O Espírito Santo se apresenta, pois, como aquele que torna possível participarmos – de um modo que decididamente só podemos entrar com a  nossa fé – , da natureza divina.

Ao dar-se a nós, obviamente o Espírito Santo não se torna humano, e continua sendo ele mesmo. Também nós, que o recebemos, permanecemos a mesma pessoa, embora participando, à maneira de filhos, da natureza divina. Pois “o Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus” (Rm 8,16)...

Ao recebermos o dom do Espírito – o que fez de nós novas criaturas e nos introduz na vida divina –, não ocorre uma mistura de espíritos (uma vez que o Espírito, que se entrega a nós em sua soberana e espontânea liberdade, sempre permanecerá uma pessoa distinta de nós), mas uma relação de pessoas, onde nossa humanidade é elevada à dignidade da consagração e confirmação em Cristo, e Ele nada perde de sua  divindade. “Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus. Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nosso corações o penhor do Espírito” (II Cor 1,22).

Esse texto sugere que o Espírito atua sobre nós da mesma maneira como age o carimbo sobre a cera: deixando impressa nela suas características e seu formato, permanecendo, entretanto – carimbo e cera –, distintos e diferentes um do outro. Ou seja, embora imprima em nós um caráter de criaturas participantes da natureza divina – e nos torne semelhantes a Si, mesmo – o Espírito Santo e nós permanecemos distintos um do outro...

“Em Jesus Cristo, também nós, depois de termos ouvido a palavra da verdade, o Evangelho da nossa salvação no qual temos crido, fomos selados com o Espírito Santo que fora prometido, que é o penhor da nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para o louvor de sua glória” (cf Ef 1, 13).

“Não contristemos, pois, o Espírito Santo de Deus, com o qual estamos selados para o dia da redenção...” (cf. Ef 4,30). Amém!...

Um novo Pentecostes!




Reinaldo B. Reis


Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes, em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo, sob dois diferentes pontos de vista:

- A partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível;

-  E a partir de uma perspectiva que toma em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! –, mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!...

O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo. Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação” (cf. DeV,22)...

Podemos dizer, pois, apropriadamente, que “os tempos que estamos vivendo são tempos da efusão do Espírito Santo” (cf. Cat. Ig. Cat., 2819). Inseparáveis que são em sua natureza divina única, as pessoas divinas também são inseparáveis naquilo que fazem; isto é, sempre que age, Deus o faz trinitariamente.
“Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal... e cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade...” (cf. Cat. Ig. Cat., n. 258 e 266).

E o que seria próprio do operar do Espírito nestes momentos da história que constituem o seu tempo? Por quais sinais devemos, nós – Igreja congregada sob o impulso da Trindade – ansiar, em decorrência de sua presente missão entre nós (e em nós!)?

Nesta sua nova missão de nos revelar e comunicar a obra do Filho, o Espírito quer nos convencer de que Deus é Aba! Pai (Rm 8,15), e que somos, em Cristo, irmãos (Rm 8,16) e herdeiros da graça (Rm 8, 17); que Jesus Cristo é Senhor (I Cor 12,3), e que nele encontramos a vida plena e verdadeira (Rm 8, 1-2). E que por isso precisamos dar testemunho desse Cristo, tarefa que não conseguimos realizar sem Seu poder (At 1,5-8), sem Seu auxílio interior (DV, 5)...

“O Espírito Santo, na sua misteriosa ligação de divina comunhão com o Redentor do homem, é quem dá continuidade à sua obra: ele recebe do que é do Cristo e transmite-o a todos, entrando incessantemente na história do mundo através do coração do homem” (DeV, 67).

Com uma fé expectante, pois, que se alinhe aos crescentes anseios da Igreja no último século por “um novo e perene Pentecostes” (conforme, por exemplo, o desejo de João XXIII, de Paulo VI, João Paulo II, e de Bento XVI...), precisamos entender que aquele Pentecostes histórico foi apenas o início de um derramamento diferenciado do dom do Espírito em nós e entre nós. Agora – diferentemente do que acontecia antes da glorificação de Jesus – o dom do Espírito é ofertado a todos (At 2,37-39), vem para estar sempre presente em quem o acolhe (Jo 14,16), revelado como Pessoa (Jo 14,26), conosco e em nós ( Jo 14, 16-17), e não apenas de um modo natural, imanente, mas – pela graça do sacramento do Batismo – de maneira sobrenatural (I Cor 3,16;6,20).

Pentecostes revela-se, assim, como o alvorecer de um novo tempo que nos oferece – como nunca! – a possibilidade de um novo relacionamento,  de um relacionamento mais íntimo e experiencial com a Pessoa do Espírito Santo, pois que nunca estivera Ele tão presente em nós – como dom –, como está hoje. (No dizer de Cirilo de Alexandria, “havia nos profetas uma iluminação riquíssima do Espírito Santo. Mas nos fiéis não há somente esta iluminação; é o próprio Espírito que habita e permanece em nós. Somos chamados otemplo de Deus, coisa que jamais foi dita dos profetas”.

Quando nossos bispos, reunidos em Aparecida para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, nos convidam a “esperar um novo Pentecostes... uma vinda do Espírito...” (cf. Doc. de Aparecida, 362), e reconhecem que “necessitamos de um novo Pentecostes!” (cf. Doc. de Aparecida, 548), precisamos também nós todos abrirmo-nos de coração e mente a esse novo – e necessário! – derramamento, a esse nova – e possível! – efusão do Espírito (cf. Cat. Ig. Católica, 667), para que experimentemos de fato uma conversão pastoral (cf. Doc. Aparecida, 365-372) que nos predisponha a um renovado e autêntico impulso missionário, e assim “recobremos o ‘fervor espiritual’ (...), e recuperemos o valor e a audácia apostólicos” (cf. Doc. Aparecida, 552)...

Paulo VI, já em 1972, exortava-nos sobre a necessidade que tem a Igreja de um Pentecostes permanente. Na Carta Encíclica Redemptoris Missio (nº 92), João Paulo II nos ensinava: “Como os apóstolos depois da ascensão de Cristo, a Igreja deve reunir-se no Cenáculo “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário. Também nós, bem mais do que os Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito”. E, em uma audiência proferida a 16 de outubro de 1974, preconizava ele: “Quisera Deus, que o Senhor aumentasse ainda uma chuva de carismas para fazer a Igreja fecunda, bonita e maravilhosa, capaz de impor-se inclusive à atenção e ao pasmo do mundo profano, do mundo laicizante” (...) “Se a Igreja souber entrar em uma fase de tal predisposição para uma nova e perene vinda do Espírito Santo, Ele, a “luz dos corações”, não demorará em entregar-se, para gozo, luz, fortaleza, virtude apostólica e caridade unitiva, de tudo enfim, de que hoje necessita a Igreja”. E, na Carta Apostólica Tertio Millenio Adveniente (nº 59), insistia ele: “...Exorto os venerados Irmãos no Episcopado e as comunidades eclesiais a eles confiadas a abrirem o coração às sugestões do Espírito”...

Possa o Espírito Santo, por nossa sede e anuência, predispor nossos corações a um novo, fecundo e abundante derramamento de suas graças, e assim, dóceis às Suas inspirações, sejamos animados a, “com Seu poderoso sopro, levar nossos navios mar adentro, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf. Doc. Aparecida, 551). Amém!