segunda-feira, 7 de junho de 2010

Papa agradece missionários da Igreja



"Na conclusão da mensagem anual para o Dia Missionário Mundial, desejo expressar, com particular afecto, o meu reconhecimento aos missionários e às missionárias, que testemunham nos lugares mais distantes e difíceis, muitas vezes com a vida, o advento do Reino de Deus. A eles, que representam as vanguardas do anúncio do Evangelho, vai a amizade, a proximidade e o apoio de cada crente. "Deus (que) ama quem doa com alegria" (2 Cor 9, 7) os encha de fervor espiritual e de alegria profunda".



Papa Bento XVI
Dia Missionário 2010

Fogo que não destrói



"No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito: "Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!" (Lc 12, 49).

Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o seu fogo quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada.

O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor".

Papa Bento XVIFesta de Pentecostes 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Verdadeiros adoradores





Celso Deretti


O telescópio espacial Hubble - há 20 anos sondando as profundezas do cosmos - identificou a existência de, pelo menos, 100 bilhões de galáxias no universo. Cada galáxia aninha cerca de 100 bilhões de estrelas. O diâmetro da Via Láctea, a nossa galáxia, nos dá uma idéia da extensão do universo; mede 100 mil anos-luz (um ano-luz é a distância que a luz percorre à velocidade de 300 mil quilômetros por segundo em um ano) e abriga mais de 200 bilhões de estrelas. O cálculo é simples: transforme 100 mil anos em segundos e multiplique por 300 mil. O resultado é a distância de uma ponta até a outra da Via Láctea.

Agora imagine um universo com mais de 100 bilhões de galáxias, algumas delas distantes bilhões de anos-luz de onde estamos (a galáxia A1689-ZD1, por exemplo, se encontra a 12,8 bilhões de anos-luz da rua onde você mora). Inimaginável! É muito improvável que nesta vida, algum dia, poremos os pés em um planeta da galáxia A1698-ZD1. Mas podemos, todos os dias, estar diante da face daquele que, do nada, trouxe à existência o universo inteiro: Jesus. "Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criatura, porque nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Soberanias, Principados, Autoridades, tudo foi criado por ele e para ele" (Cl 1, 15-16).

Foi em uma noite de céu estrelado (sem os olhos do Hubble), que o rei Davi expressou seu maravilhamento diante do universo criado: "Os céus contam a glória de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas mãos" (Sl 19, 2). Davi era um verdadeiro adorador, porque reconhecia nas coisas criadas a glória do Criador: "Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer o nada da criatura, que não existe a não ser por Deus" (CIC 2096 e 2097).

Para um livre pensador, a Eucaristia escandaliza. Não admite que Deus Criador, aquele que formulou todas as leis que regem o universo, possa estar contido num simples pedaço de pão. "O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, assim como o anúncio da paixão os escandalizou: "Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?" (Jo 6, 60). A Eucaristia e a cruz são pedras de tropeço. É o mesmo mistério, e ele não cessa de ser ocasião de divisão. "Vós também quereis ir embora? (Jo 6, 67). Esta pergunta do Senhor ressoa através dos séculos como convite de seu amor a descobrir que só Ele tem "as palavras da vida eterna" (Jo 6, 68) e que acolher na fé o dom de sua Eucaristia é acolher a Ele mesmo" (CIC 1336).

O que fazer quando estamos diante do Santíssimo Sacramento do altar, exposto ou no sacrário? Derramar o nosso coração, submetendo sem reservas a nossa inteligência e a nossa vontade ao Rei universal, o Senhor do Céu e da terra. Nas palavras de Santo Agostinho, "Senhor, eu não te entendo mas eu te adoro". Podemos permanecer uma hora diante do sacrário sem pronunciar uma palavra. Jesus não se deixa impressionar por discursos bem elaborados; o que move o coração de Deus é um coração adorador, uma alma que se derrama, reconhecendo a própria miséria diante daquele que é a Misericórdia encarnada.

O Santo dos santos era uma sala do Templo de Jerusalém onde ficava guardada a Arca da Aliança. Neste recinto se realizava anualmente uma cerimônia de sacrifício expiatório de um cordeiro sem mácula (Cf. Ex 12, 5) pelos pecados do povo (Cf. Lv 4, 35) e era este o único momento em que o Sacerdote podia falar diretamente com Deus. Esta sala ficava separada do templo por uma cortina de linho. O Sacerdote entrava com uma corda no pé. Em caso de estar em pecado ele morria. E como o lugar era santíssimo, outros não poderiam entrar, somente ele. Então puxavam o corpo do sacerdote para fora do Santo dos Santos.

Hoje, além de podermos estar frente a frente com o próprio Deus feito homem, não temos necessidade de receber a santa Eucaristia com uma corda no pé. "Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, réplica do verdadeiro, e sim no próprio Céu, a fim de comparecer, agora, diante da face de Deus a nosso favor" (Hb 9, 24). Todas as vezes que adoramos o Santíssimo Sacramento e tomamos o Corpo e o Sangue de Jesus, é o próprio Jesus quem intercede diante da face de Deus a nosso favor, pelo perdão dos nossos pecados. Conforme o Papa Bento XVI, "A Eucaristia é para todos nós remédio de imortalidade".

Depois de contemplarmos as maravilhas da criação, não nos esqueçamos de irmos diante do sacrário para adorar aquele diante do qual toda a criação de prostra em adoração. E depois de adorarmos a Jesus, verdadeiramente presente na hóstia santa, não nos esqueçamos de que a Redenção eterna é dada àqueles que comungam o Corpo e o Sangue do Senhor: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna" (Jo, 54). Adoração e Comunhão eucarística são inseparáveis.

domingo, 25 de abril de 2010

Nosso poderoso Advogado e Consolador




Celso Deretti


Estamos todos sedentos por liberdade. Dia e noite não fazemos outra coisa senão perseguir nossa libertação interior. A publicidade mundial trabalha para vender um único produto: liberdade. Temos pavor de qualquer situação que ameaça nosso senso de liberdade. Primeira conclusão: nossa procura por liberdade rege a nossa vida.

No fim das contas, temos duas fontes de liberdade, opostas e inconciliáveis: Jesus e o pecado.

São Paulo reconhece o poder que o pecado exerce sobre nossa liberdade: "Eu, porém, sou carnal, vendido ao pecado como escravo. De fato, não entendo o que faço, pois não faço o que quero, mas o que detesto. Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero" (Rm 7, 14-15.19). Quantos de nós, por exemplo, depois de uma confissão, prometemos a Jesus nunca mais cometer este ou aquele pecado e acabamos recaindo nos mesmos pecados?

Temos que reconhecer: o pecado exerce poder sobre nós. Por nossas próprias forças não somos capazes de nos libertar da tirania do pecado. Mas qual o problema? O pecado vem para nos destruir. Não somente isso. O pecado mina nossa confiança em Deus. Depois de pecar, nossa reação é fugir de Deus. Nosso acusador, o Diabo, tenta nos convencer de que não alcançaremos o perdão de nossos pecados. Após várias recaídas, passamos a acreditar que o pecado é invencível.

Nossa primeira fonte de liberdade, o pecado, portanto, é ilusória. Ao invés da liberdade que sonhamos, o pecado gera a morte (cf. Rm 6, 23), tristeza e desespero. A mente lógica do apóstolo Paulo conclui: "Na verdade, as aspirações da carne levam à morte e as aspirações do Espírito levam à vida e à paz" (Rm 8, 6).

Vamos para nossa verdadeira fonte de liberdade: Jesus. Continuemos com o pensamento de Paulo: "Agora, portanto, já não há condenação para os que estão no Cristo Jesus. Pois a lei do Espírito, que dá a vida no Cristo Jesus, te libertou da lei do pecado e da morte. Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. De fato, vós não recebestes espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos: "Abbá, Pai!" (Rm 8, 1-2.14-15).

O Espírito Santo, portanto, nos é dado como Advogado (defensor) e Consolador, com a missão e o poder de nos libertar do poder do pecado. Como Advogado, nos revela Jesus como nosso Salvador que encravou na cruz o documento cujas prescrições nos condenavam; Como Consolador, nos ergue do nosso abatimento e nos restitui nossa confiança na insondável misericórdia de Deus quando pecamos. Consolar é estar com alguém em sua solidão. O pecado nos afasta de Deus, mas não afasta Deus de nós. Em nossas quedas podemos contar com o Espírito Consolador que nos traz força, coragem e ânimo para recomeçar.

Antes de ascender aos Céus, Jesus diz aos seus apóstolos: "Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (At 1, 8). O mesmo Espírito Santo, Advogado e Consolador, derramado sobre os apóstolos no dia de Pentecostes, nos é dados gratuitamente hoje. E onde está o Espírito de Deus, aí está a liberdade. A liberdade não é um lugar, uma posse, uma doutrina ou uma canção. A liberdade é uma Pessoa: É Jesus, aquele que derrama o Espírito Santo sem medidas.

Todos nós, hoje, temos livre acesso a esta fonte inesgotável de liberdade. O Espírito Santo nos é dado não porque somos santos, para para nos fazer santos: "O Espírito e a Esposa dizem: "Vem!" Aquele que ouve também diga: "Vem!" Quem tem sede, venha, e quem quiser, receba de graça a água vivificante" (Ap 22, 17). Oração para todos os dias: "Vem, Espírito Santo".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O segundo discípulo de Emaús





Celso Deretti


Amargurados, a passos largos, fustigados pelo vento que gelava-lhes as faces abatidas, aqueles dois homens querem afastar-se o mais rápido possível de Jerusalém. A cidade fora palco das terríveis cenas da traição, prisão, julgamento, flagelação, crucifixão e morte daquele que tinham como o Messias. Na tranquila Emaús, talvez conseguirão recompor-se e vislumbrar com melhor nitidez o confuso mosaico que se formara ao longo daqueles três anos como discípulos de Jesus – agora um simples defunto.
Como aceitar que aquele que ressuscitara mortos, dominara os piores demônios e alterava dramaticamente o curso na natureza, sofrera o castigo reservado unicamente aos criminosos mais abjetos do império romano: a crucifixão? Não bastasse isso, terão que suportar os insultos dos parentes: “Sempre suspeitei daquele homem”, dirá um. “ Vocês deixaram tudo para segui-lo... não dá pra acreditar!”, dirá outro. Tornar-se um verdadeiro discípulo de Jesus tem um preço: perder a própria fama (um verdadeiro horror à lógica humana).
A trágica morte de Jesus abalara a fé dos dois discípulos de Emaús, porque estavam ainda aprisionados à lógica humana. O próprio Jesus os repreende: “Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória? E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras” (Lc 24, 25-27).
Cléofas, um deles, confessa sua frustração a Jesus: “Nós esperávamos que...” (Lc 24, 21). Estou ainda aprisionado às minhas expectativas humanas? Aceito que a sabedoria de Deus é infinitamente maior do que os meus cálculos? Persevero na fé, mesmo quando não entendo tudo? Acredito na realização das promessas que Deus me fez através da Sagrada Escritura? Sou íntimo da Palavra de Deus? Sou obediente ao Magistério da Igreja (os profetas)? Quando provado, dou ouvidos ao demônio e me revolto, ou ouço Jesus e sigo em frente?
O mais lindo na história dos dois discípulos de Emaús é o seu desfecho: “Levantaram-se na mesma hora e voltaram para Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam. Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir do pão” (Lc 24, 33-35).
Jerusalém é o palco da ressurreição de Jesus. Quem teve seu encontro pessoal com Jesus ressuscitado – “Então, se lhes abriram os olhos e o reconheceram...” (Lc 24, 31) – sai do ninho da amargura e inicia uma vida nova como discípulo missionário de Jesus. Jerusalém é símbolo da Igreja. O verdadeiro discípulo de Jesus caminha com a Igreja. Minhas expectativas já não contam. O que importa é unir-me àqueles que, sem cessar, proclamam: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente!”.
Conhecemos o nome de um dos discípulos de Emaús, Cléofas. Quem é o outro? Sou eu. É você.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Discípulos covardes, ladrões e mentirosos



Celso Deretti

Outubro, para a Igreja, é o mês das missões. Para a maioria de nós, 160 milhões de católicos brasileiros, é o mês da vergonha, da covardia e da mentira.

Temos tempo, meios e dinheiro para tudo o que é imundo e ofensivo a Deus; mas quando o assunto é missões, agimos como verdadeiros traidores do Sangue de Jesus. Tecnologia de ponta e organização impecável para os ídolos deste mundo; Restolho, maldições, desprezo, nojo, ojeriza, distância quando o assunto é o anúncio da Palavra de Deus a todas as gentes.

Em 2008 visitei o proprietário de uma grande rede de supermercados - multimilionário. Fui pedir suporte financeiro para nossas missões na África. Ficou com o número da minha conta. "Esta semana vou fazer um depósito", garantiu. Até hoje não vimos um tostão furado deste rico miserável e mentiroso. Gostaria de saber se sua fortuna poderá comprar-lhe um lugar no Céu. Obviamente, não mencionarei o nome, porque é próprio dos ricos avarentos arrastarem inocentes aos tribunais, condenando-os a peso de ouro.

Um anos antes estive na casa da proprietária de uma grande empresa de Brusque - podre de rica. Disse-me que nos ajudaria com nossas missões na África. Até hoje não vimos a cor de 1 vintém desta mulher covarde e vaidosa. Não por nada, Jesus afirma que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Aqui em Balneário Camboriú, o dono de uma grande construtora, bilionário, nem sequer me recebeu. Todos certos de que poderão usar uma folha de cheque para corromper São Pedro na porta do Paraíso.

Outra ocasião, o dono de outra grande construtora disse-me que não me ajudaria porque não me conhecia. Interessante! Há 16 anos fazemos missões no Brasil (há seis anos na África), estamos na missa todos os dias, pregamos na televisão, nas ruas, nas igrejas; escrevo para diversos jornais e revistas católicos e, mesmo assim, não me conhecia! Seria melhor dizer: "Celso, tenho muito dinheiro, mas sou um discípulo covarde e mesquinho. Meu dinheiro serve para satisfazer meus apetites carnais. Reze pela minha conversão".

Neste blog está nossa conta corrente em favor das nossas missões na África. O resultado tem sido pífio. Chegamos ao absurdo de ter de pedir dinheiro emprestado para pregar o nome de Jesus em solo africano. Aqui cabe uma pergunta: Qual prioridade Jesus e seu Reino ocupam em minha vida? "Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus" (Lc 12, 20s).


O horrendo destino dos ricos avarentos
A capela Santa Clara, no bairro dos Municípios, em Balneário Camboriú, está fechada porque está ruindo. Enquanto isso, edifícios de altíssimo luxo brotam do dia para a noite em cada metro quadrado na orla marítima. Nós, missionários, somos obrigados a fazer rifas para cobrir os custos das nossas missões na África e aqui no Brasil. Tudo isso por que? Porque a Igreja de Deus está sendo roubada por aqueles que não pagam o dízimo. É o pior de todos os roubos, porque é Deus quem está sendo roubado.

Onde está o dízimo, os 10 por cento, de todos os apartamentos vendidos em Balneário Camboriú e região? Onde está o dízimo de tudo o que se vende nos milhares de estabelecimentos comerciais desta cidade? Ai de vós, ricos, que não pagais o dízimo! A casa de Deus está em ruínas por causa da vossa avareza. Satanás tem para vós um palácio imenso na profundezas dos infernos. Ali sereis torturados na mente, no corpo e na alma por toda a eternidade! Foi em favor do seu reino que investistes vosso dinheiro.

Balneário Camboriú e todas as prósperas cidades do mundo inteiro terão um julgamento severo por ocasião da segunda vinda de Jesus. O dinheiro dos ricos destas cidades é suficiente para comprar bíblias para todos os cristãos do mundo inteiro. Há dinheiro de sobra para formar e enviar missionários para todos os países do globo. O cofres dos bancos estão abarrotados de fortunas incalculáveis que poderiam ser usadas para construir casas de retiro, albergues para andarilhos, hospitais, centros profissionalizantes, vilas olímpicas para os jovens, aquisição de rádios e TVs para evangelizar e ampliar tremendamente o trabalho missionário no mundo inteiro.

Não! Seria um grande desperdício usar todo este dinheiro no Reino de Deus. "Dissestes: é trabalho perdido servir a Deus" (Mal 3, 14). O negócio é usufruir sofregamente de todos os prazeres e privilégios que Satanás oferece: orgias, farras, comilança, glutonaria, desperdícios criminosos, domínio político e econômico, prostitutas, cruzeiros nas ilhas gregas, Las Vegas, gastronomia refinada, torrar fortunas na Europa e em Miami, festas incontáveis, associações secretas, arrastar os inocentes para os tribunais, corromper para auferir mais lucros e assim por diante.

O apóstolo Tiago descreve o horrendo destino dos ricos avarentos: "Vós, ricos, chorai e gemei por causa das desgraças que sobre vós virão. Vossas riquezas apodreceram e vossas roupas foram comidas pela traça. Vosso ouro e vossa prata enferrujaram e sua ferrugem dará testemunho contra vós e devorará vossas carnes como fogo. Entesourastes nos últimos dias! Eis que o salário, que defraudastes aos trabalhadores que ceifavam os vossos campos, clama, e seus gritos de ceifadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos. Tendes vivido em delícias e em dissoluções sobre a terra, e saciastes os vossos corações para o dia da matança! Condenastes e matastes o justo, e ele não vos resistiu" (Tg 5, 1-6).

As congregações religiosas e os sacerdotes precisam, sem demora, rever suas prioridades. É inútil investir fortunas em edifícios e expansão do patrimônio, se tudo isso não servir para formar e enviar missionários a todos os povos. O Documento de Aparecida nos exorta a investir pesadamente no campo missionário. É inútil tentar explicar sociologicamente a sangria de fiéis católicos para outras denominações. Os culpados somos nós. Por décadas não levamos a sério o mandato missionário de Jesus. Ou começamos a investir na formação e envio de missionários, ou veremos nossa igrejas se transformarem em museus.

Os ricos podem mudar; nós podemos mudar. O tempo é curto. Depois que estivemos esticados dentro de um caixão de defunto nada mais poderemos fazer. O Papa Bento XVI disse que uma revolução silenciosa está em andamento na Igreja Católica. Alistemo-nos como soldados destemidos nesta maravilhosa revolução que preparará a segunda vinda do Rei Jesus.

Missão na Tanzânia - Junho 2009




sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sexta missão em solo africano



Próximo dia 15 de junho - dia da primeira santa catarinense, Albertina Berkenbrock -, partiremos para nossa sexta missão de evangelização na África. Nosso destino é a Tanzânia, África oriental.

Queremos responder concretamente ao chamado que o Papa João Paulo II fez para toda a Igreja: "No início deste novo século, o nosso passo tem de tornar-se mais rápido para percorrer as estradas do mundo" (Papa João Paulo II - Novo Millennio Ineunte).

Este ano o Espírito Santo separou para esta missão o Pe. Márcio Alexandre Vignoli (fundador da Comunidade Divino Oleiro), Cláudia Conceição (Consagrada da Comunidade Divino Oleiro) e Celso Deretti, missionário.

Na Tanzânia, pregaremos o Evangelho em 2 grandes cruzadas de evangelização nas dioceses de Iringa (centro do país) e Dodoma, capital política. Estas cruzadas são uma iniciativa da Renovação Carismática Católica da Tanzânia.

Estelatus Mtema, coordenador do Conselho Nacional da RCC da Tanzânia, era um dos bandidos mais perigosos do país. Depois de capturado, na prisão, teve seu encontro pessoal com Jesus através da leitura da Sagrada Escritura. O Espírito Santo o transformou num verdadeiro gigante da evangelização. Para Deus, ninguém é um caso perdido.

A língua local é o Swahili. Pregamos em Português. Temos uma intérprete que faz a tradução simultânea. O Pe. Márcio fará os primeiros contatos para uma possível missão permanente no continente esquecido.

A Tanzânia é considerada o berço da humanidade. Abriga as maiores reservas de animais selvagens do mundo. A população é de aproximadamente 40 milhões de pessoas. Encontra-se entre os países mais pobres do mundo. Há 2 aparelhos de televisão para cada mil habitantes. Energia elétrica e água encanada são privilégios de poucos. A agricultura é a de subsistência. O Ugali, um pirão à base de milho, é a comida típica do país.

Dentre os mais de 50 países africanos, politicamente, a Tanzânia é uma das mais estáveis nações. A AIDS é um dos grandes flagelos da população. O rebanho católico é de cerca de 30% da população; os muçulmanos somam 35%. Os demais pertencem a denominações pentecostais ou religiões tribais.

Há cerca de 130 tribos no país. Conservam, em parte, tradições de seus antepassados. Nossa intérprete, por exemplo, pertence à tribo Sukuma. A feitiçaria é praticada em todo o país. Sacrifícios humanos e de animais ainda acontecem.

O desafio de evangelizar a África é imenso. Mas há boas notícias. É na África que mais crescer o número de católicos no mundo. Também aumentam significativamente as vocações para o sacerdócio e à vida religiosa. Queremos contribuir para que estes números continuem a crescer. Acima de tudo, nosso desejo é que em toda a África toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor.

Nosso orçamento para esta missão é de aproximadamente 20 mil Reais. Quem ajuda um missionário receberá recompensa de missionário. À esquerda desta página está a nossa conta bancária para sua contribuição. Sua generosidade possibilitará que a Boa Nova da Salvação chegue aos ouvidos e corações de milhares de nossos irmãos africanos.

Consagramos esta missão ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, a Estrela da Evangelização. Pedimos a fervorosa intercessão de todos para que possamos anunciar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo com toda a liberdade.

Para qualquer esclarecimento, envie-nos um email: celsoderetti@yahoo.com.br

As mais preciosas bênçãos celestiais, em Nome de Jesus, desçam abundantemente sobre todos nós. Amém.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O tenebroso mistério da iniquidade



Celso Deretti


"Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar de no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus. Porque o mistério da iniquidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor da sua vinda" (2 Tes 2, 3-4.7-8).


Tão logo decide conquistar o mundo para Jesus, o apóstolo Paulo se vê rodeado por uma realidade tenebrosa: "Tudo está numa confusão completa - sangue, homicídio, furto, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento dos benefícios, contaminação das almas, perversão dos sexos, instabilidade das uniões, adultérios e impudicícias -, porque o culto de inomináveis ídolos é o começo, a causa e o fim de todo o mal" (Sab 14, 25). Nada diferente, portanto, do que nos rodeia em 2009.

Paulo está frente a frente com o mistério da iniquidade. Mas ao invés de recuar diante da assombrosa realidade do mal, Paulo decide enfrentar o mistério da iniquidade anunciando o mistério da piedade: "Grande é o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, justificado no Espírito, aparecido aos anjos, proclamado às nações, crido no mundo, exaltado na glória" (I Tim 3, 16).

Jesus, portanto, é a chave, não somente para decifrar o mistério da iniquidade, mas também para destruí-lo: "Aquele que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo" (1Jo 3, 8). É à luz da encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus que o mistério da iniquidade é desmascarado. A última palavra sobre o universo pertence a Jesus; Ele tem a última Palavra sobre a história humana.

O Maligno está em ação

Paulo sabe que a iniquidade que infestou o mundo é culpa do homem que desobedeceu a Deus: "Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus" (Rm 3, 23). Não fosse o nosso pecado, o mistério da iniquidade permaneceria oculto. Uma vez manifestado, ao invés de vingar-se, Deus assume a nossa defesa, enviando seu Filho Jesus para nos livrar do poder do pecado e da morte: "Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus" (2 Cor 5, 21).

Quando Jesus morre na Cruz, morre também a nossa morte, consequência do pecado (cf. Rm 6, 23). A glória de Deus nos é restituída. Satanás é espoliado e ridicularizado. Estamos em paz com Deus. Jesus nos abre a porta do Céu. A Salvação, através da Igreja, é oferecida a todos os homens. O Espírito Santo é derramado sobre toda carne. Podemos chamar Deus de Pai. A ressurreição de Jesus é a garantia da nossa ressurreição.

Embora justificados e lavados pelo Sangue de Jesus, o mistério da iniquidade é uma realidade inegável à nossa volta. Ricos, verdadeiros inimigos de Deus e culpados por todas as desordens que assolam o planeta, cada vez mais ricos, à custa de pobres cada vez mais pobres! "E agora vós, os ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós. Vossa riqueza está apodrecendo e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai depor contra vós e devorar vossas carnes como fogo!" (Tg 5, 1-3).

Governantes larápios, verdadeiros sequazes de Satanás. O dinheiro roubado servirá de combustível para alimentar as chamas que os atormentarão por toda a eternidade. Programas de TV tão podres que chegam a exalar cheiro de enxofre vindo do inferno; juízes que, em troca de favores, condenam inocentes e inocentam culpados; banqueiros agiotas, sócios do diabo, que sugam até o último centavo do trabalhador; falsos profetas que adulteram o Evangelho para dele se beneficiarem; Legisladores que aprovam o aborto e pesquisas com células tronco embrionárias, responsáveis pelos holocaustos do século 21. Perversões sexuais sem precedentes, divórcios recordes, prostituição generalizada, natureza destruída, guerras insanas... é o mistério da iniquidade em ação.

A solução do mistério

Qual a saída? Jesus a revela: "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniquidade, a caridade de muitos se esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mt 24, 11-13). Perseverar na fé até o fim. Este é o segredo que nos assegurará a posse da Vida Eterna: "Sim, o justo persevere no seu caminho, e aquele que tem as mãos puras redobre a coragem (Jó 17, 9).

O crente é chamado a vencer o mal com o bem. Não fazer o que todos fazem. Ao invés de ceder à voz do Maligno, em toda e qualquer situação faz como Maria: "Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38). Não conformar-se a este mundo. Lutar com todas as forças para estabelecer o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo em todas as nações da Terra. Pregar o Evangelho nos quatro cantos do mundo. Jamais abalar-se com o aparente triunfo do mal. Afinal de contas, "Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé" (1Jo 5, 4).

Jesus não deixa dúvida alguma a respeito do que se sucederá por ocasião de sua segunda vinda: "Da mesma forma que se junta o joio e se queima no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles apanharão do seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha ardente. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. O que tem ouvidos, ouça!" (Mt 13, 40-43). Não por nada Deus nos criou com dois ouvidos!

Pelo andar da carruagem, cada vez mais o mistério da iniquidade mostrará suas garras em todas as esferas desta nossa aldeia global. A corrupção e as perversões de toda espécie se multiplicarão como nunca. A Igreja sofrerá perseguições severas. O homens piedosos causarão asco aos olhos dos iníquos. O mal, porém, não tem a última palavra sobre a história humana. Jesus Cristo é o Senhor! "O Senhor estabeleceu seu trono nos céus; seu império se estende sobre o universo" (Sl 102, 19).

A Palavra de Deus afirma: "Acaso não sabes isto desde o começo, desde quando foi posto o ser humano sobre a terra: que a alegria dos iníquos é breve e que o gozo dos ímpios dura um momento? Ainda que tenha subido até o céu a sua soberba e sua cabeça tenha tocado as nuvens, no fim ele perecerá como o esterco" (Jó 20, 4-7). No início de seu pontificado, o Papa Bento XVI afirmou que uma revolução silenciosa está em andamento na Igreja e no mundo. Quem crer e perseverar até o fim saberá a respeito do que o sucessor de Pedro está falando.

sábado, 24 de janeiro de 2009

O enigma da alegria de São Paulo




Celso Deretti


Quando Johann Sebastian Bach compôs "Jesus, alegria dos homens", provavelmente acabara de ler a carta de São Paulo aos filipenses. O afamado músico alemão compreendera, afinal, que Jesus é a nossa única e verdadeira fonte de alegria. Como Paulo chegou a esta conclusão?

Após seu encontro pessoal com o Senhor Jesus, a vida do apóstolo Paulo não foi senão uma sucessão de dias de dores e sofrimentos: "... de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte dizendo que me aguardam cadeias e tribulações" (At 20, 23b). Por causa de Jesus, perde a fama, regalias, pompas, posses, a saúde e a própria vida. Nos palácios de Roma é conhecido como "Uma peste" (cf. At 24, 5).

Não obstante tantas vicissitudes, Paulo exorta seus ouvintes: "Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: alegrai-vos!" (Fl 4, 4). Nem mesmo um fétido cárcere, onde fora arremessado por causa do testemunho de Jesus, era capaz de roubar-lhe a alegria: "Pela meia-noite, Paulo e Silas, em oração, cantavam os louvores de Deus, enquanto os outros presos os ouviam" (At 16, 25). Qual a chave para resolver o enigma de um homem que, pregado à cruz de Jesus, prega a alegria?

Em primeiro lugar, Paulo dirigi-se àqueles que, após abraçar a fé em Jesus, sofrem sistemáticas e cruéis perseguições - motivo de desânimo e abandono da fé por muitos. No ano 64 da era cristã, por exemplo, o imperador Nero incendeia 14 dos 16 bairros de Roma e culpa os cristãos por isso. O historiador Tácito relata que os cristãos "que se encaminhavam à morte estavam também expostos à burla: cobertos de pele de feras, morriam dilacerados pelos cães, ou eram crucificados, ou queimados vivos como tochas que serviam para iluminar as trevas quando o sol se punha" (Anais).

Nos dias de hoje não é diferente. No exato momento em que confessamos Jesus como Senhor de nossas vidas e o aceitamos como nosso único Salvador, começam as perseguições. Nossos familiares nos criticam; um parente diagnostica sintoma de loucura; nossos antigos companheiros de farra nos isolam; somos motivo de piada para os colegas de trabalho; a vizinhança, com olhar desdenhoso, nos chama de ratos-de-igreja. Quem consagrou a própria vida a Jesus é acusado de perder o melhor da vida; Satanás, enfim, não cessa de lembrar nossos pecados passados.

Frente a tantas provações, surge o perigo e a tentação de nos render à tristeza. Não raras vezes, saudades do pecado. A satisfação momentânea que o pecado proporciona, porém, transforma-se numa avassaladora tristeza. Vassalos da tirana tristeza! Esta é uma das terríveis consequências do pecado. Outra, a pior de todas, é a real possibilidade da condenação eterna, a perda do Paraíso. Convertei-vos!

A Palavra de Deus afirma: "O justo, nenhum mal pode abater, mas os maus enchem-se de tristezas" (Pv 12, 21). Quando exorta-nos a não satisfazermos os apetites da carne, a entregar as rédeas de nossas vidas nas mãos do Espírito Santo, Paulo evidencia um dos mais preciosos frutos do Espírito Santo: a alegria (cf. Gl 5, 22). Esta alegria, nenhum ídolo deste mundo é capaz de proporcionar. Podemos conhecer todos os países do globo, assistir todos os filmes pornográficos, degustar bebidas caras, comprar tudo o que quisermos, sermos homenageados por todos, ainda assim, sem o temor a Deus, nosso olhos não brilharão com a alegria que é dom do Espírito Santo.

Aqui está, portanto, a solução do enigma proposto por Paulo: em meio às tribulações, perseguições, provações, privações, inconpreensões, injustiças, o apóstolo afirma que a última palavra sobre a história humana pertence a Jesus. "O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada!" (Fl 4, 4b). Nossa alegria se fundamenta neste fato: Jesus virá! A vitória nos foi dada pelo Rei Jesus. Naquele dia, todo pecado, toda injustiça, todo mal, todo o poder de Satanás e de seus sequazes serão destruídos pelo sopro santo da boca de Jesus. Os que creram adentrarão os territórios celestiais e gozarão de uma alegria eterna, sem fim. Assim cremos, assim esperamos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

As criaturas refletem a glória do Criador



João Paulo II e a segunda vinda de Jesus





"Amo a Polônia de maneira especial e, se ela for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade. Dela sairá a centelha que preparará o mundo para a Minha Vinda derradeira" (Diário da Santa Faustina, 1732)

domingo, 25 de novembro de 2007

Eu sou o Rei do universo

A paz esteja contigo, pequeno servo.

Hoje, dia 25 de novembro, quando a minha Igreja me exalta como o Rei do Universo, com o meu coração completamente inflamado de amor por cada homem, chamo todos os homens a se submeterem sem reservas ao meu domínio. Sim, "Feliz daquele que se sentar à mesa no Reino de Deus" (Lc 14, 15). Queridos filhos, vós todos que ainda viveis neste corpo humilhado pelo pecdo, convido-vos a não desejar outra coisa senão assentar-se à mesa comigo no meu Reino.

Ao meu lado, revestidos de um corpo glorioso e incorruptível, vereis que não foi em vão a vossa fé em minhas palavras. Este é o meu desígnio de amor e de Salvação para todos os homens: a herança do Céu. De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma?

Na minha primeira vinda a terra apresentei-me como o servo sofredor. Embora Rei universal, não me prevaleci da minha condição, porque aceitei dar a minha vida para a Salvação de todos vós. Desci do meu trono de glória e padeci terríveis torturas, a fim de que todos os homens pudessem assentar-se comigo no Céu. O meu trono entre vós foi a Cruz.É como está escrito na Escritura: "Aquele para quem e por quem todas as coisas existem, desejando conduzir à glória numerosos filhos, deliberou elevar à perfeição, pelo sofrimento, o autor da salvação deles, para que santificador e santificados formem um só todo" (Hb 2, 10-11).

No dia do julgamento final, quando a trombeta soar, como Rei e Senhor do universo, por ocasião da minha segunda vinda, exercerei toda a minha justiça em favor dos que acolheram minhas palavras e contra os que as desprezaram. Naquele dia, todos os inimigos da Igreja, meus inimigos, portanto, estarão envergonhados sob os meus pés: "Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés" (1Cor 15, 25-26).

Por isso, vos digo: "Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á" (Lc 12, 37).A humanidade, entorpecida pelo pecado, escolheu trocar a glória do meu Reino pela vanglória deste mundo destinado a desaparecer. Está escrito na Escritura: "Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça" (2Pd 3, 10-13).

Por que duvidais das minhas palavras, homens soberbos? Eu vos abri as portas do Céu, mas, não poucos dentre vós, escolhestes morar para sempre no inferno! Ó geração ingrata! Desejem e busquem o Céu com todas as forças e os meios que estão ao vosso alcance. Não deixeis a graça passar. Ó pobre humanidade, que amo com eterno amor...! Por que não reconheceis a minha Realeza e a minha autoridade sobre todas as coisas?

Quando, entre vós, negociais, quereis sempre lucrar. Não aceitais o prejuízo. Sois ágeis e espertos quando se trata de ganhar dinheiro e adquirir tesouros na terra; mas sois lerdos para conquistar as inesgotáveis riquezas guardadas nos reservatórios celestiais. Servis aos homens para conquistar seus favores terrenos; rejeitais, porém, servir-me porque desconfiais do meu favor eterno; duvidais da minha promessa de introduzir-vos no meu Reino celestial.Satanás inveja o destino glorioso que preparei no Céu para os que perseveram no meu amor e observam os meus mandamentos. Não percebeis, homens de coração duro, que a serpente infernal, de todas as maneiras, tenta impedir que tomeis posse da herança eterna que vos tenho reservado no meu Reino glorioso? Sua estratégia, já os adverti, é contaminar os vossos corações com o germe da desconfiança contra mim. De todas as maneiras, o adversário da vossa Salvação instiga os homens a se revoltarem contra Mim. É o espírito maligno da suspeição, da mentira, que não almeja outra coisa senão a perdição das almas.

É totalmente verdadeiro o ensinamento da minha Igreja, quando afirma: "Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos" (Rm 14,9). A Ascensão de Cristo ao Céu significa sua participação, em sua humanidade, no poder e na autoridade do próprio Deus. Jesus Cristo é Senhor: possui todo poder nos céus e na terra. Está "acima de toda autoridade, poder, potentado e soberania", pois o Pai "tudo submeteu a seus pés" (Ef 1, 20-22). Cristo é o Senhor do cosmo e da história. Nele, a história do homem e mesmo toda a criação encontram sua "recapitulação", sua consumação transcendente" (CIC 668).

Sim, Celso, eu verdadeiramente sou o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Mas para a maioria dos homens eu não passo de um fantoche, uma fábula. Vivem como se eu fosse uma ficção. Não acreditam que meu Reino é real. Não esperam a recompensa dos justos. Ah, pobres homens, que se contentam com a lavagem dos porcos e desprezam a mesa farta que meu Pai preparou para aqueles que me servem e me obedecem. Ó homens insensatos! O Céu não é suficiente para vós? Se, porém, preferis o inferno, será feito conforme a vossa vontade.Foi para vós ou para as paredes que dirigi estas palavras?: "O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo" (Mt 13, 44). Até quando, homens de pouca fé, tardos no entendimento, vivereis à procura de vaidades, indiferentes à minha promessa de conceder-vos a felicidade eterna junto de mim? As riquezas que elegestes como vosso Deus, no dia em que tiveres de apresentar contas a Deus pelo que fizestes das vossas vidas, poderão vos salvar?

Se conhecesses o dom de Deus! Sim, filhos meus, estais cegos por causa do amor às coisas deste mundo, a ponto de desprezar o banquete celestial. Quantos dentre vós estão dando ouvidos à minha ordem?: "Buscai antes o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo" (Lc 12, 31). Pelo contrário, é desta geração que falou Pedro, o príncipe dos apóstolos: "Encontram as suas delícias em se entregar em pleno dia às suas libertinagens. Homens pervertidos e imundos sentem prazer em enganar, enquanto se banqueteiam convosco. Têm os olhos cheios de adultério e são insaciáveis no pecar" (2Pd 2, 13-14).Para que ninguém de vós se perca, peço que aceitais com toda a humildade minha exortação: "Por isso, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como por ocasião da Revolta, como no dia da tentação no deserto, quando vossos pais me puseram à prova e viram o meu poder por quarenta anos. Eu me indignei contra aquela geração, porque andavam sempre extraviados em seu coração e não compreendiam absolutamente nada dos meus desígnios. Por isso, em minha ira, jurei que não haveriam de entrar no lugar de descanso que lhes prometera (Sl 94, 8-11)" (Hb 3, 7-11).

Sim, é do meu conhecimento todo o empenho do inferno para manter-vos ocupados com as preocupações mundanas, extraviados em vossos corações, escravos de toda espécie de vícios e devassidões. Para que nenhum de vós sucumba diante dos ídolos deste mundo, o meu Santo Espírito tem vos advertido através do magistério da minha Igreja:

"Já presente em sua Igreja, o Reino de Cristo ainda não está consumado "com poder e grande glória" (Lc 21,7) pelo advento do Rei na terra. Esse Reino é ainda atacado pelos poderes maus, embora estes já tenham sido vencidos em suas bases pela Páscoa de Cristo. Enquanto tudo não for submetido a ele, "enquanto não houver novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça, a Igreja peregrina leva consigo em seus sacramentos e em suas instituições, que pertencem à idade presente, a figura deste mundo que passa, e ela mesma vive entre as criaturas que geme e sofrem como que dores de parto até o presente e aguardam a manifestação dos filhos de Deus". Por este motivo os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para apressar a volta de Cristo, dizendo-lhe: "Vem, Senhor" (Ap 22,20)" (CIC 671).

Sim, eu confirmo, o dia da minha segunda vinda a terra é iminente. Prestai atenção, portanto, à voz da minha Igreja que vos exorta sem cessar: "O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho, mas é também um tempo ainda marcado pela tristeza e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de expectativa e de vigília" (CIC 672).

Quando volto meus olhos para a humanidade de hoje, o que eles vêem? Homens vigiando e orando? Não! Vejo igrejas vazias e estádios lotados; casas noturnas cheias e casas de retiro vazias; praias apinhadas de gente e minhas ovelhas entregues aos lobos ferozes; vejo o domingo, o meu dia, profanado por comerciantes inescrupulosos; vejo meus filhos se entregarem à bebedeira e à glutonaria; ao invés de cânticos de louvor e ação de graças, meus ouvidos escutam blasfêmias, ofensas, palavras sujas e maliciosas; vejo pais e filhos passarem horas diante da televisão, mas não os vejo reunidos para meditarem a Sagrada Escritura e orarem juntos.

O tempo do Advento se aproxima. Toda a liturgia falará da expectativa da minha volta e da necessidade urgente de vigilância. Vigiai e orai! Milhões de homens passam seus dias fazendo a vontade do príncipe deste mundo, surdos à voz do meu Espírito que os chama à conversão. Com toda certeza, minha palavra se cumprirá: "Assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo. O Filho do homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançará na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos para ouvir ouça" (Mt 13, 40-43).

Meu servo inútil, por causa do mistério da iniqüidade que inunda o mundo com o pecado, a fé de muitos está abalada. A aparente vitória das forças das trevas, que agem em todas as esferas da sociedade humana, inclusive na própria Igreja, faz muitos acreditarem que o Maligno, aquele que semeia o joio, tem a última palavra sobre o universo. Aos que duvidam da minha vitória sobre o mal, eu afirmo: "Graças te damos, Senhor, Deus Dominador, que és e que eras, porque assumiste a plenitude de teu poder real. Irritaram-se os pagãos, mas eis que sobreveio a tua ira e o tempo de julgar os mortos, de dar a recompensa aos teus servos, aos profetas, aos santos, aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, e de exterminar os que corromperam a terra" (Ap 11, 17-18).

Acaso viveis na fé ou na visão? Se vivêsseis na visão não seria necessária a fé. A fé é a posse daquilo que ainda não se vê. Foi a fé que inspirou meu apóstolo Paulo a dizer: "O Senhor me salvará de todo o mal e me preservará para o seu Reino celestial. A ele a glória por toda a eternidade! Amém" (Tito 4, 18). A ação do Anticristo não impedirá que eu estabeleça o meu Reino definitivo sobre todo o universo, porque todo o universo me é sujeito. Acontecerá exatamente como está escrito na Escritura: "Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor da sua vinda" (2Tes 2, 7-8).

Os poderosos deste mundo têm a mim como um inimigo a ser combatido. Em quase todas as nações levanta-se uma verdadeira rebelião contra o meu Reinado. Os sequazes do Diabo apregoam abertamente o fim da era cristã e o início de uma nova era. Cumpre-se o que predisse a Sagrada Escritura: "Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo. Quebremos seu jugo, disseram eles, e sacudamos para longe de nós suas cadeias" (Sl 2 1-3). Sim, em toda a face da terra a minha Igreja é perseguida e os meus profetas assassinados ou ridicularizados.

Ai daqueles que, dia após dia, rejeitam as palavras que pus na boca dos meus profetas. Ai dos que não cessam de corromper a terra com a pornografia, o roubo, a mentira, as difamações, perversões, falsas doutrinas, vãs filosofias, falsos testemunhos, assassinatos; ai daqueles que põe obstáculos à pregação da minha Palavra! Ai daqueles que caluniam e difamam os meus verdadeiros profetas! A estes eu digo: convertei-vos e crede no Evangelho, porque "Quanto aos que me odeiam, e que não me quiseram por Rei, trazei-os e massacrai-os na minha presença" (Lc 19, 27).A todos os homens, volto a exortar: não brinquem com a possibilidade de perderem o Céu. Considerem como real a possibilidade da morte eterna no inferno. Àqueles que não me reconhecem como Rei, que temem e respeitam os homens, mas a mim não temem nem respeitam, a fim de que se salvem, exorto-os: "Mostrar-vos-ei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno" (Lc 12, 5).

Aos meus servidores, especialmente àqueles que padecem tribulações por causa do meu Nome, peço que não desanimem, nem se abalem com a indiferença dos homens diante dos esforços que fazeis para a expansão do meu Reino na terra. Não se calem! Não caiam na tentação de buscar a aprovação dos homens. Conforme vos adverti: "E sereis odiados de todos por causa de meu nome. Mas o que perseverar até o fim será salvo" (Mc 13, 13). Chegará o dia em que vos alegrareis com o cumprimento da minha palavra: "Digo-vos: todo o que me reconhecer diante dos homens, também o Filho o homem o reconhecerá diante dos anjos de Deus; mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus" (Lc 12, 8-9).

Como Rei do universo, darei um lugar de honra a todos os que sofrerem nas mãos dos homens por causa do testemunho do meu Nome. Obedeçam o ensinamento da minha Igreja: "Desde o princípio da história cristã a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter sua liberdade pessoal, de maneira absoluta, a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é o Senhor. A Igreja crê... que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram em seu Senhor e Mestre" (CIC 450).

Através de sinais da natureza, a fim de que reconheçam que sou o Rei do universo, continuarei a castigar as nações pagãs que não querem reconhecer meu Senhorio sobre todas as coisas. Grandes catástrofes se abaterão sobre os países que não cessam de inundar o mundo inteiro com filmes, músicas e literatura que instigam os homens a pecarem e, inclusive, a se revoltarem contra mim. Como aconteceu no deserto, quando Datã e os sequazes de Abiron invejaram Moisés e Aarão, grandes tremores de terra, pestes, cheias e secas se multiplicarão nos anos que se aproximam. A espada as atingirá.

Quanto aos que temem o meu nome, serão preservados de todas estas desgraças. Nada têm a temer. Aos meus servos eu manifestarei a minha vitória. Sim, "Eis o que o Senhor proclama até os confins da terra: Dizei a Sião: eis, aí vem teu Salvador; eis com ele o preço de sua vitória; Ele faz-se preceder dos frutos de sua conquista; os resgatados do Senhor serão chamados Povo Santo, e tu, cidade não mais desamparada, serás chamada a desejada" (Is 62, 11-12).

Neste dia chamo todos os homens a se unirem ao coro de todos os anjos e santos do céu, que sem cessar proclamam: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Dominador, o que é, o que era e o que deve voltar. Tu és digno Senhor, nosso Deus, de receber a honra, a glória e a majestade, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade é que existem e foram criadas" (Ap 4, 8-11).

Como Rei do universo, dou-vos a minha bênção.